A palavra mandala origina do sânscrito e significa círculo sagrado ou mágico. O verdadeiro centro de um círculo é um ponto, mas um ponto no entanto, não tem dimensão nem lugar, ele é metafísico, está além do mundo da forma, ele simboliza a Unidade, a Totalidade, a Perfeição. O ponto é uma potência latente, não um estado manifesto, ele pode virar tudo, dentro de uma reta contém milhares de pontinhos. Do ponto nasce o círculo e a esfera, que são as suas formas de manifestação, e é assim que ele ganha a sua potência metafísica e a sua configuração.
C. G. Jung, fundador da psicologia analítica, utilizava a técnica de desenhar mandalas em suas consultas para analisar o estado de ânimo de seus pacientes e constatou que se sentiam melhores e mais relaxados, permitindo trabalhar o aspecto psicológico, atuando no processo do autoconhecimento. Para ele, as mandalas simbolizam o ponto de encontro entre o humano e o Divino.

